Semana Mundial de Aleitamento Materno promove conscientização sobre os benefícios e desafios da amamentação

Fotografia na horizontal em plano médio de uma mulher de cabelos escuros e compridos vestindo um vestido azul. Ela está sentada de perfil em uma mureta externa e segura carinhosamente seu bebê de peito no colo enquanto o amamenta. O bebê está parcialmente coberto por uma fraldinha de pano branca com estampa suave. Ao fundo, à esquerda, vê-se uma área externa arborizada e ensolarada com gramado verde e vegetação tropical
Publicado em 5 de agosto de 2026

O leite materno oferece os nutrientes necessários para o crescimento saudável, fortalece o sistema imunológico e contribui para o desenvolvimento infantil. Apesar de ser um processo natural, a amamentação nem sempre acontece sem desafios e, por isso, informação, acolhimento e uma rede de apoio são fundamentais para que esse momento seja vivido com mais segurança e confiança. 

No Instituto Santos Dumont (ISD), a data reforça um compromisso permanente com a saúde materno-infantil. Por meio de ações educativas, orientação às famílias e atuação multiprofissional, o Instituto busca fortalecer o acesso à informação baseada em evidências e contribuir para que mais mulheres tenham o suporte necessário durante a jornada da amamentação. 

Benefícios da amamentação

O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Sua composição se adapta às necessidades do bebê em cada fase do desenvolvimento, fornecendo nutrientes, anticorpos e outros componentes essenciais para o crescimento saudável. Além de reduzir o risco de infecções, alergias e outras doenças, a amamentação também favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

“Estudos mostram que crianças alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida apresentam menor risco de adoecer no primeiro ano, especialmente por infecções respiratórias e gastrointestinais. Além disso, a amamentação está associada à redução do risco de doenças metabólicas ao longo da vida”, explica a médica pediatra Sabrina Machado, preceptora do ISD.

Os benefícios se estendem à pessoa que amamenta, contribuindo para a recuperação pós-parto, reduzindo o risco de algumas doenças e fortalecendo o vínculo com o bebê.

Durante a amamentação, o contato pele a pele, a troca de olhares e a interação favorecem a criação de uma conexão afetiva entre o bebê e quem amamenta. Esse vínculo, porém, não depende exclusivamente da amamentação: ele também se fortalece por meio do acolhimento, da presença e das diferentes formas de cuidado que acompanham o desenvolvimento da criança. Amamentar fortalece vínculos, mas eles são construídos todos os dias.

“É importante que a mãe também acolha os próprios sentimentos que surgem dos desafios desse processo: a frustração e a ansiedade. Nós sempre falamos da função da amamentação para o bebê, mas uma etapa fundamental para esse vínculo é o cuidado com a saúde mental e com todas as questões da amamentação”, afirma Maria Dolores, preceptora psicóloga do ISD.

Dificuldades existem durante o processo

Embora a amamentação seja um processo fisiológico, ela pode apresentar desafios. Dor, fissuras mamilares, dificuldades na pega, ingurgitamento mamário, insegurança, cansaço e a necessidade de conciliar a amamentação com outras demandas fazem parte da realidade de muitas famílias.

Essas situações não significam que a amamentação deva ser interrompida ou que a pessoa esteja falhando. Na maioria dos casos, o acompanhamento por profissionais de saúde capacitados pode ajudar a identificar as dificuldades, orientar ajustes e oferecer estratégias que tornem esse processo mais confortável e seguro.

Adelle Rayane é mãe de primeira viagem. O seu filho nasceu há pouco mais de um mês. Nesse período, dúvidas surgiram sobre o aleitamento. “No começo, tive dificuldade com a pega [da mama], mas graças a Deus não tive fissuras. No pós-parto, sempre temos muitas dúvidas”, conta.

A operadora de caixa é acompanhada pela equipe multiprofissional do ISD desde o pré-natal. Além dos atendimentos de rotina, ela participa de grupos cujo objetivo é orientar gestantes e mulheres no puerpério sobre assuntos relacionados à gravidez e aos primeiros meses de vida dos bebês. Um desses grupos é o Maternar. Nos encontros, as gestantes e mães tiram dúvidas e criam conexões que fortalecem a rede de apoio materna.

“Encontros como o Maternar fazem toda a diferença, porque aqui recebemos orientações, tiramos dúvidas e trocamos experiências. Mas é importante lembrar que cada gestação e cada maternidade são únicas. Por isso, não se cobre tanto e tenha paciência”, afirma Adelle. 

Nessas atividades em grupo, os profissionais de saúde indicam pequenos ajustes que podem ajudar no processo de amamentação. Entre as dicas, estão: procurar uma posição confortável; aproximar o bebê da mama, e não a mama do bebê; observar se a boca está bem aberta antes da pega; e evitar interromper a sucção puxando o bebê diretamente.

Direitos da pessoa que amamenta

O apoio à amamentação também passa pela garantia de direitos. A legislação brasileira assegura uma série de medidas voltadas à proteção da pessoa que amamenta, como licença-maternidade, intervalos para amamentação durante a jornada de trabalho, direito de amamentar em locais públicos e iniciativas que incentivam ambientes favoráveis à continuidade do aleitamento materno.

No Brasil, a legislação prevê medidas que buscam proteger a saúde da pessoa que amamenta e do bebê, favorecendo a continuidade do aleitamento materno e a conciliação entre a maternidade e outras atividades da vida cotidiana. 

  • Licença-maternidade: A licença-maternidade garante um período de afastamento remunerado após o nascimento ou adoção de uma criança, seja para recuperação após o parto ou com cuidados para o bebê. Em muitas situações, esse período pode ser ampliado, conforme a legislação e o vínculo empregatício. 
  • Pausas de amamentação: Após o retorno ao trabalho, a legislação prevê intervalos para que a lactante possa amamentar até os seis meses de idade. Em algumas situações, esse período pode ser ampliado mediante recomendação médica, considerando as necessidades da criança. 
  • Amamentação em locais públicos: Amamentar é um direito e não pode ser impedido em espaços públicos ou privados de acesso coletivo. Diversos estados e municípios brasileiros contam com legislações específicas que proíbem qualquer forma de constrangimento ou impedimento à amamentação nesses ambientes. 
  • O apoio também é um direito: Toda pessoa que amamenta tem direito a receber orientação, acolhimento e acompanhamento dos profissionais de saúde sempre que houver dúvidas ou dificuldades. Buscar ajuda faz parte do cuidado.

 

Agosto Dourado

Celebrada entre os dias 1º e 7 de agosto, a Semana Mundial de Aleitamento Materno mobiliza instituições de saúde, profissionais e a sociedade para promover a conscientização sobre a importância da amamentação e incentivar práticas que apoiem mães, bebês e suas famílias. A iniciativa integra o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno ao longo de todo o mês.

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

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