Do diagnóstico à intervenção clínica, o processo de reabilitação envolve múltiplas etapas, agentes e metas. A importância da participação ativa da família nesse processo, no contexto da deficiência auditiva, foi tema de evento promovido pelo Instituto Santos Dumont (ISD), na última sexta-feira (2) que reuniu usuários do serviço e seus familiares, profissionais de saúde, estudantes e membros da comunidade em geral.
Realizado em alusão ao encerramento do Setembro Azul, mês de conscientização sobre a deficiência auditiva e a comunidade surda, o evento foi realizado pela equipe multiprofissional do ISD, que inclui preceptores e residentes do serviço ofertado pelo Instituto no âmbito do SUS.
A programação incluiu palestras com a preceptora assistente social do ISD, Anna Waleska Menezes, que dialogou com os participantes sobre os direitos da criança com deficiência auditiva; e com a fonoaudióloga Ingrid Santos, do Centro SUVAG, que abordou a temática da importância de uma rede de apoio e da família no cuidado à saúde infantil.
A preceptora multiprofissional fonoaudióloga Gizele Nascimento, organizadora do evento, explica que a iniciativa buscou reunir tanto as famílias já atendidas pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER ISD) quanto a comunidade em geral, com o principal objetivo de reforçar, através do olhar profissional e da partilha de experiências, a importância do cuidado coletivo e centrado na pessoa.
“Desde o diagnóstico até a intervenção são muitas etapas e a gente prioriza que a família participe de todas. Quando a família participa de forma engajada, a criança tem muito mais possibilidade de ter sucesso no desenvolvimento da linguagem e de outras habilidades,” considera Gizele.
Além disso, o evento contou com os relatos de Ana Angélica Martins, mãe de uma criança que utiliza implante coclear, e de Glenda Galvão, fonoaudióloga que foi diagnosticada de forma tardia com deficiência auditiva e que, hoje em dia, tem a atuação profissional voltada para crianças com o mesmo diagnóstico.
Para a fonoaudióloga Ingrid Santos, é fundamental trazer o usuário e a família para perto das tomadas de decisões e da comunicação com os profissionais e o serviço de saúde, para reforçar um entendimento de ambas as partes das necessidades, desafios e potencialidades dentro da reabilitação.
“O ideal é que os usuários tragam suas narrativas, tragam suas necessidades, para que a gente faça um trabalho mais assertivo. Quando a gente escuta a família, o usuário, a gente consegue entender qual o contexto dela para que a gente consiga atingir os objetivos terapêuticos e para que a gente possa transpor a terapia para a casa,” afirma a profissional.
Sobre o ISD
O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.



