ISD realiza atividade de educação visual e auditiva na Comunidade de Capoeiras, em Macaíba

Foto colorida em plano médio de uma atividade comunitária em espaço fechado com teto de PVC branco e ventiladores de parede. Em primeiro e segundo plano, mulheres estão sentadas em bancos de madeira compridos, voltadas para o lado direito. À direita, uma profissional com óculos, crachá e blusa estampada em tons de azul e branco fala ao público, segurando papéis com as mãos. Próximo a ela, uma colega de trabalho em pé observa atenta. O ambiente é iluminado e, ao fundo, avistam-se elementos litúrgicos discretos e uma porta aberta.
Publicado em 9 de outubro de 2026

Alertar para os sintomas mais comuns de doenças visuais e da perda auditiva foi o objetivo de uma roda de conversa promovida pelo Instituto Santos Dumont (ISD) na Comunidade Quilombola de Capoeiras, na zona rural de Macaíba, nesta quinta-feira (8). O encontro aconteceu na Capela de Nossa Senhora Aparecida e contou com a participação de moradores e representantes da comunidade.

A atividade, conduzida pela preceptora pedagoga Luzia Guacira e pela preceptora fonoaudióloga Gizele Nascimento, integra o Projeto “Prevenção de doenças oculares em estudantes da Educação Básica de Macaíba”, desenvolvido pela Linha de Atenção e Cuidado em Reabilitação da Pessoa com Deficiência Visual do ISD. Na ocasião, foram apresentadas as principais causas de doenças visuais e auditivas em crianças e adultos e dialogaram sobre as possibilidades de reabilitação para essas condições, que podem provocar comprometimento em diferentes aspectos do cotidiano, desde a aprendizagem à autonomia das pessoas.

Durante o encontro, os participantes puderam tirar dúvidas sobre sinais de alerta que exigem avaliação multiprofissional, cuidados diários com a saúde dos olhos e dos ouvidos, além de conhecer os serviços oferecidos pelo Instituto voltados à reabilitação e ao atendimento especializado.

A pedagoga Luzia Guacira chamou atenção para a forma como as doenças da visão interferem diretamente no aprendizado de crianças, destacando que os pais, responsáveis e professores devem estar atentos para identificar sinais precoces de dificuldade de enxergar. Entre os principais pontos que causam prejuízos à saúde ocular infantil, a pedagoga pontuou o uso excessivo de telas, fatores genéticos e a falta de uso de óculos de grau quando necessário.

“Muitas vezes a criança não reclama que não enxerga, mas apresenta queda no rendimento escolar ou desatenção. Por isso, a família e a comunidade escolar devem estar atentas aos sinais e buscar orientação profissional sempre que houver necessidade”, indicou a pedagoga.

Em seguida, a fonoaudióloga Gizele Nascimento explicou, de maneira simplificada, como ocorre o processo da audição no cérebro e detalhou as implicações dos problemas auditivos, ressaltando que eles podem trazer sérios impactos tanto na aprendizagem de crianças quanto na socialização e qualidade de vida de adultos.

“Ouvir bem é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e para a integração social. Quando identificamos uma alteração auditiva precocemente, conseguimos abrir caminhos para a reabilitação e a inclusão”, afirmou Gizele.

Uma fotografia em plano médio, com uma perspectiva sobre o ombro de uma pessoa em primeiro plano, foca em uma apresentadora negra, de pé, em um ambiente interno simples. Vestindo uma blusa preta assimétrica e uma saia bege, ela gesticula com a mão direita enquanto segura um folheto informativo na mão esquerda, com gráficos e texto sobre anatomia e saúde auditiva. Ao fundo, vêem-se paredes claras, um banco de madeira, um pequeno altar com uma toalha branca e um ventilador de teto suspenso. A apresentadora sorri e olha para o público fora de quadro, em frente a ela.

Por meio do Centro Especializado em Reabilitação (CER ISD), o Instituto Santos Dumont oferece assistência para pessoas cegas, com baixa visão, com perda auditiva e surdas. Além disso, realiza atividades de conscientização junto à comunidade sobre a saúde ocular e auditiva, com foco na prevenção e identificação precoce de doenças.

Roda de conversa desperta atenção de pais

Uma fotografia de médio alcance, tirada em um ambiente interno com iluminação natural, foca em três mulheres negras sentadas em bancos de madeira, olhando atentamente para a direita da câmera. A mulher em primeiro plano, usando óculos e uma blusa branca com estampas vermelhas, tem o cabelo preso em um rabo de cavalo alto. Atrás dela, outra mulher também de óculos, vestindo uma camisa azul claro, e depois uma terceira mulher, em uma blusa vermelha. O fundo é levemente desfocado, mostrando uma parede clara e uma porta aberta

A dona de casa Marilene Santos aproveitou a roda de conversa para compartilhar uma experiência pessoal. Ela tem observado que a filha de 6 anos apresenta dificuldades para ouvir e costuma falar mais alto, sinais que alertam para um possível problema auditivo. “Percebo que ela muitas vezes grita para falar em casa, mesmo quando estou perto”, contou.

Para identificar se há alguma perda auditiva, a filha de Marilene realizará, via CER ISD, o exame de audiometria, que mede a diminuição da capacidade de perceber sons. Caso o procedimento constate algum problema de audição, pode ser indicado o uso de aparelho de amplificação sonora individual, dispensado pelo próprio Instituto por meio do SUS.

Quem também encontrou orientação na iniciativa foi Socorro Barboza. Ela soube da roda de conversa através da escola e decidiu participar porque o filho, diagnosticado com miopia, acabou quebrando os óculos e precisa passar por uma nova avaliação médica. Reconhecendo o papel fundamental da correção visual, Socorro demonstrou preocupação com um possível atraso na aprendizagem do filho, decorrente da falta do acessório. “Quero buscar ajuda especializada no ISD para garantir que o meu filho consiga se manter na escola sem atrasos no aprendizado”, explicou.

Ao final da roda de conversa, a equipe do ISD reforçou o compromisso da instituição com a extensão comunitária e com a garantia de direitos à saúde da população de Macaíba, fortalecendo os vínculos com os moradores de Capoeiras. 

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência dos Ministérios do Esporte e da Saúde. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

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