Profissional orienta sobre cuidados com audição e voz durante período de Carnaval

Publicado em 13 de fevereiro de 2026

O Carnaval movimenta, anualmente, milhões de pessoas em folias marcadas por shows, blocos de rua e trios elétricos. Com a proximidade das festas e o aumento da exposição a sons altos e multidões, profissionais alertam para a importância do cuidado redobrado com a saúde auditiva e vocal, para que o lazer venha sem consequências a curto e longo prazo. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sons a partir de 85 decibéis (dB) são considerados prejudiciais ao sistema auditivo sob exposição prolongada; em blocos de rua e trios elétricos, os níveis sonoros frequentemente ultrapassam 100 dB. 

A preceptora fonoaudióloga do Instituto Santos Dumont (ISD), Gizele Nascimento, alerta que essa intensidade sonora pode provocar sintomas como zumbido, cefaleia, sensação de plenitude aural (que conhecemos como “ouvido tapado”), perda auditiva temporária e hipersensibilidade auditiva. 

Para mitigar e prevenir esses danos, a profissional recomenda evitar permanecer próximo às caixas de som por muito tempo e fazer pequenas pausas auditivas, intercalando momentos longe do som para promover a recuperação temporária das células auditivas. Além disso, orienta observar sinais de alerta: se a sensação de zumbido ou de plenitude aural persistirem por mais de 24h após a festa, a orientação é de procurar avaliação de um especialista.

Além da audição, a integridade da voz e da garganta também são pontos de cuidado, com potenciais sinais de sobrecarga vocal incluindo a rouquidão, a perda temporária da voz e presença de dor ou ardor ao falar.

“O uso excessivo da voz em ambientes com muito ruído aumenta o risco de fadiga vocal e pode favorecer lesões nas pregas vocais. Cantar, gritar e conversar em ambientes ruidosos, quando associados à pouca hidratação e ao consumo de bebidas alcoólicas, são ações que podem gerar uma sobrecarga vocal”, explica a profissional do ISD.

A fonoaudióloga recomenda manter a hidratação ao longo do dia, evitar competir com o ruído, moderar no consumo de álcool e, caso a rouquidão persista por mais de uma semana, buscar atendimento de um médico otorrinolaringologista.

Duas mulheres sentadas frente a frente em uma mesa, em um ambiente interno que parece um consultório ou escritório.  À esquerda, aparece uma mulher de perfil, com pele clara a média, cabelo castanho escuro preso em rabo de cavalo e usando óculos. Ela veste uma blusa sem mangas com estampa azul e branca.  

À direita, aparece outra mulher, com pele média, cabelo longo e escuro solto e óculos grandes. Ela veste um casaco ou jaleco azul-esverdeado e está sorrindo, voltada na direção da outra mulher.  

Sobre a mesa há papéis e pequenos objetos, incluindo uma caixinha branca e outra laranja, e um item escuro que parece um mouse. Ao fundo há uma janela grande com luz azulada entrando.
Preceptora Fonoaudióloga Gizele Nascimento durante atendimento no CER ISD. Foto: Ascom/ISD

Cuidados específicos com o público infantil e com crianças autistas

Crianças são mais vulneráveis à exposição sonora intensa, pois o sistema auditivo ainda está em desenvolvimento. Então, tomar medidas de prevenção na infância é fundamental para o cuidado da saúde auditiva ao longo da vida.

“O recomendado é preferir festinhas e horários menos intensos, manter maior distância das caixas de som e ⁠limitar o tempo de exposição da criança aos ruídos. Caso seja possível, ⁠utilizar abafadores infantis em ambientes com muito ruído”, explica Gizele.

A profissional ressalta que, para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que podem apresentar maior sensibilidade sensorial, ambientes com ruído intenso, imprevisível e com múltiplos estímulos podem se tornar desagradáveis. 

Por isso, para evitar possíveis sobrecargas e crises sensoriais, recomenda-se planejar previamente o ambiente, sabendo de antemão a intensidade e duração do evento; priorizar eventos com menor estímulo sonoro, utilizar abafadores auditivos adequado e observar sinais precoces de sobrecarga, como irritabilidade, agitação ou o ato de tampar os ouvidos.

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

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