Espetáculo Pausa encerra projeto de extensão de Dançaterapia do ISD, realizado com pessoas com deficiência

Apresentação artística em um espaço interno. No centro, há pessoas em trajes claros, parecidos com roupas de performance ou dança, em movimento, balançando e girando tecidos coloridos. À frente e ao redor deles, muitas pessoas aparecem apenas como silhuetas escuras, sentadas e de pé, formando o público que acompanha a apresentação. Entre elas, há ao menos uma câmera montada em tripé apontada para o palco, registrando o evento.
Publicado em 14 de julho de 2026

O Instituto Santos Dumont (ISD) realizou, na última sexta-feira (10), o Espetáculo Pausa, apresentação cultural que marcou o encerramento das atividades do projeto de extensão em Dançaterapia. O evento ocorreu no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), unidade do ISD em Macaíba.

Resultado de um processo coletivo construído ao longo de encontros realizados durante o ano de 2026, o espetáculo reuniu participantes, familiares, equipe multiprofissional e estudantes do ISD em uma experiência que integrou arte, cuidado e expressão corporal.

Ao longo do percurso, os participantes foram convidados a explorar diferentes possibilidades de expressão por meio da dança, respeitando a singularidade de cada corpo. A apresentação evidenciou o potencial da dançaterapia como prática integrativa capaz de promover saúde, bem-estar e participação social.

“A dançaterapia é uma modalidade com enorme potencial de reabilitação em todos os aspectos: motores, psicológicos, sociais, mas sobretudo, de imagem corporal, que vejo como um dos mais difíceis de transpor para a pessoa com deficiência. Aqui, o gesto e a intenção se fundem ao movimento livre, que permite a experiência sem fronteiras sobre o que se espera de um corpo, apenas permitindo-o ser”, ressalta a preceptora fisiatra do ISD, Ana Laura Ferratto. 

O corpo artístico do espetáculo reuniu pessoas com e sem deficiência. Participaram da apresentação Sueli Machado, que também é usuária do ISD, Bartira Seixas, Milena Silva e Letícia Sanchez, com corpo técnico formado por Jefferson Arruda, bailarino e coreógrafo, e Ana Cláudia Viana, assistente de direção e professora de dança.

Dançaterapia no ISD

A dançaterapia é uma modalidade terapêutica desenvolvida por María Fux, coreógrafa argentina, baseada em uma expressão de dança não coreografada, conduzida por coreógrafo, a partir de palavras, formas, objetos, cores, sons e música. O método já incluiu pessoas com deficiências de várias categorias, como intelectual, auditiva e visual total.

O projeto de extensão em Dançaterapia do Instituto Santos Dumont foi criado com o objetivo de promover encontros voltados à experimentação do movimento como recurso de expressão, cuidado e promoção da saúde. Durante o primeiro semestre de 2026, o método foi trabalhado por profissionais da dança e de saúde, com uma pessoa com lesão medular e duas pessoas com surdez. 

A iniciativa foi conduzida por três profissionais do ISD: as preceptoras médicas Ana Laura Ferratto, fisiatra, e Priscila Farias, otorrinolaringologista; e o técnico de apoio em pesquisa João Rodrigo Oliveira, fisioterapeuta e neuroengenheiro.

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

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Apresentação artística em um espaço interno. No centro, há pessoas em trajes claros, parecidos com roupas de performance ou dança, em movimento, balançando e girando tecidos coloridos. À frente e ao redor deles, muitas pessoas aparecem apenas como silhuetas escuras, sentadas e de pé, formando o público que acompanha a apresentação. Entre elas, há ao menos uma câmera montada em tripé apontada para o palco, registrando o evento.

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