Pesquisadores do ISD publicam artigo em periódico internacional sobre o envelhecimento do cérebro na doença de Alzheimer

Publicado em 27 de junho de 2025

Pesquisadores do Instituto Santos Dumont (ISD) publicaram, no periódico internacional Aging and Disease, um estudo que teve como objetivo investigar como componentes e alterações cerebrais específicas e relevantes para o funcionamento do sistema nervoso interagem com o declínio cognitivo em casos de Alzheimer. 

A pesquisa assinada por Wellydo Escarião, biomédico e mestrando no programa de pós-graduação em Neuroengenharia do ISD, faz parte de sua pesquisa de mestrado e é orientada pelo biólogo Felipe Fiuza, professor pesquisador do Instituto, que tem como linha de pesquisa principal o estudo fundamental sobre a mudança de células cerebrais ao longo do envelhecimento humano.

Durante a doença de Alzheimer, o corpo humano passa por significativas alterações no sistema nervoso e na composição bioquímica do cérebro, contribuindo para as alterações cognitivas que se refletem em sintomas clássicos como a perda de memória, dificuldades de comunicação e perda da realização de tarefas diárias.

Um dos objetos centrais no estudo feito pelos pesquisadores do ISD, a proteína beta amiloide protagoniza este cenário, sendo um dos componentes que perdem a sua forma natural durante o Alzheimer. Neste processo, estas proteínas passam a se acumular em placas (chamadas placas beta amiloide) e este acúmulo é associado à morte de neurônios e à piora da doença. Para combater este fenômeno, surge outro agente: as células microgliais (ou micróglias), responsáveis pela vigilância e defesa ativa do tecido cerebral, que ao interagirem com essas placas produzem um terceiro agente chamado Micróglias Associadas à Placa (PAMs).

As PAMs são componentes que podem produzir diferentes efeitos a depender de fatores como a quantidade de micróglias e de PAMs e o tamanho das placas beta amiloide, além de fatores estatísticos, como sexo e idade da pessoa com Alzheimer. Portanto, a pesquisa publicada utilizou dados obtidos a partir da análise de tecidos cerebrais após a morte, de pessoas com e sem Alzheimer, para analisar a ação e efeitos dessas interações em diferentes regiões do cérebro.

 

“Nossos resultados indicam que não é apenas a quantidade de placas ou a presença de micróglia que importa, mas como essas células interagem com as placas, qual o tamanho das placas e onde exatamente elas estão no cérebro. Esses fatores parecem influenciar de formas diferentes a progressão da doença”, explica o professor pesquisador Felipe Fiuza.

O artigo publicado faz parte da atuação de pesquisadores do ISD no fomento e na produção de pesquisas básicas, categoria de estudos que buscam responder pesquisas fundamentais sobre o funcionamento humano e de diversos aspectos do mundo, com o objetivo de contribuir com a teoria científica existente e fortalecer uma base para novos tratamentos e tecnologias no contexto da saúde e reabilitação. 

“Esses resultados ajudam a abrir caminhos para novos trabalhos que busquem investigar mais a fundo os mecanismos que estão atuando no declínio cognitivo na doença de Alzheimer e também a entender fatores que podem contribuir ou melhorar o processo da doença” considera Wellydo.

Além de Wellydo e Fiuza, participam da pesquisa Guilherme Silva, Hellen Castro e Sayonara Silva, egressos do Mestrado em Neuroengenharia, Nelyane Santana e Ramón Hypolito, professor pesquisador do ISD. 

O artigo completo pode ser acessado no periódico Aging and Disease, no link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40423635/

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

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Pesquisadores do Instituto Santos Dumont (ISD) publicaram, no periódico internacional Aging and Disease, um estudo que teve como objetivo investigar como componentes e alterações cerebrais específicas e relevantes para o funcionamento do sistema nervoso interagem com o declínio cognitivo em casos de Alzheimer. 

A pesquisa assinada por Wellydo Escarião, biomédico e mestrando no programa de pós-graduação em Neuroengenharia do ISD, faz parte de sua pesquisa de mestrado e é orientada pelo biólogo Felipe Fiuza, professor pesquisador do Instituto, que tem como linha de pesquisa principal o estudo fundamental sobre a mudança de células cerebrais ao longo do envelhecimento humano.

Durante a doença de Alzheimer, o corpo humano passa por significativas alterações no sistema nervoso e na composição bioquímica do cérebro, contribuindo para as alterações cognitivas que se refletem em sintomas clássicos como a perda de memória, dificuldades de comunicação e perda da realização de tarefas diárias.

Um dos objetos centrais no estudo feito pelos pesquisadores do ISD, a proteína beta amiloide protagoniza este cenário, sendo um dos componentes que perdem a sua forma natural durante o Alzheimer. Neste processo, estas proteínas passam a se acumular em placas (chamadas placas beta amiloide) e este acúmulo é associado à morte de neurônios e à piora da doença. Para combater este fenômeno, surge outro agente: as células microgliais (ou micróglias), responsáveis pela vigilância e defesa ativa do tecido cerebral, que ao interagirem com essas placas produzem um terceiro agente chamado Micróglias Associadas à Placa (PAMs).

As PAMs são componentes que podem produzir diferentes efeitos a depender de fatores como a quantidade de micróglias e de PAMs e o tamanho das placas beta amiloide, além de fatores estatísticos, como sexo e idade da pessoa com Alzheimer. Portanto, a pesquisa publicada utilizou dados obtidos a partir da análise de tecidos cerebrais após a morte, de pessoas com e sem Alzheimer, para analisar a ação e efeitos dessas interações em diferentes regiões do cérebro.

 

“Nossos resultados indicam que não é apenas a quantidade de placas ou a presença de micróglia que importa, mas como essas células interagem com as placas, qual o tamanho das placas e onde exatamente elas estão no cérebro. Esses fatores parecem influenciar de formas diferentes a progressão da doença”, explica o professor pesquisador Felipe Fiuza.

O artigo publicado faz parte da atuação de pesquisadores do ISD no fomento e na produção de pesquisas básicas, categoria de estudos que buscam responder pesquisas fundamentais sobre o funcionamento humano e de diversos aspectos do mundo, com o objetivo de contribuir com a teoria científica existente e fortalecer uma base para novos tratamentos e tecnologias no contexto da saúde e reabilitação. 

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Além de Wellydo e Fiuza, participam da pesquisa Guilherme Silva, Hellen Castro e Sayonara Silva, egressos do Mestrado em Neuroengenharia, Nelyane Santana e Ramón Hypolito, professor pesquisador do ISD. 

O artigo completo pode ser acessado no periódico Aging and Disease, no link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40423635/

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

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