Em Brasília, Diretor Geral do ISD defende protagonismo das Organizações Sociais Federais em debate sobre novo marco legal na Câmara dos Deputados

Uma mesa de reunião em audiência formal, com vários homens de terno sentados lado a lado atrás de um balcão de madeira. Eles usam ternos em tons de cinza ou azul, com gravatas, e estão em ambiente de aparência oficial. Alguns estão falando em microfones, outros parecem estar ouvindo ou anotando. Atrás deles há um grande painel de vídeo azul, dividido em quadrantes, exibindo em close o rosto de um dos homens enquanto fala ao microfone, repetido ou enquadrado de maneiras ligeiramente diferentes. A iluminação é clara e o clima é de sessão séria, como numa audiência pública ou reunião de comissão.
Publicado em 29 de abril de 2026

O Diretor Geral do Instituto Santos Dumont (ISD), Reginaldo Freitas Júnior, participou nesta terça-feira (28) de uma Audiência Pública promovida pela Comissão de Administração e Serviço Público (CASP), na Câmara dos Deputados. O encontro teve como foco central os impactos do Projeto de Lei 10.720/2018, que propõe uma revisão profunda no modelo das Organizações Sociais (OS).

O PL em questão sugere alterações na Lei Federal 9.637/1998, o marco legal que rege as OS no Brasil. Durante seu pronunciamento, o Diretor Geral do ISD reconheceu que o texto original, publicado há quase 30 anos, carece de atualizações. No entanto, alertou que o relatório atual da CASP pode comprometer a sustentabilidade do modelo. Para o gestor, as entidades que operam na ponta da execução de políticas públicas precisam ter voz ativa na construção dessa nova legislação.

“Eu não consigo conceber por que é necessário, nesse momento do desenvolvimento do país, uma decisão excludente entre a aplicação do modelo para essa ou aquela área. São 10 Organizações Sociais de Ciência, Tecnologia e Inovação que têm resultados de excelência para provar que o modelo funciona. Temos protagonismo e legitimidade para qualificar esse debate e chegar a um entendimento que garanta um final feliz para todos os lados”, afirmou Reginaldo.

Resultados e Impacto Social

Representando o Fórum das Organizações Sociais Federais, Reginaldo apontou como a agilidade do modelo de OSF é determinante para o fomento da Ciência e Tecnologia. Ele utilizou o exemplo do próprio ISD para ilustrar como o Instituto alinha sua atuação a políticas estratégicas do Governo Federal, especialmente em áreas como neurociências, neuroengenharia, saúde materno-infantil e saúde das pessoas com deficiência.

A audiência foi uma iniciativa da deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA), que defendeu a necessidade de o relatório ser rediscutido e passar por outras comissões antes de ir à votação. “Nossa tarefa será traduzir a diversidade das experiências das OS Federais para o relator, para que o PL não quebre a continuidade dessa série histórica de vitórias, mantendo a eficiência da parceria público-privada em áreas estratégicas”, observou a parlamentar.

O deputado federal Inácio Arruda (PCdoB/CE) também reforçou que as OSFs são braços fundamentais do Executivo. Arruda atuou como Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI entre 2023 e 2026, conhecendo de perto a realidade das Organizações Sociais de C&T. “Não se resolve um problema criando outro, prejudicando instituições que funcionam corretamente e dão certo no país. Essas mudanças propostas causam impactos significativos que não podem ser aceitos sem ampla discussão”, alertou.

Entenda o Projeto de Lei nº 10.720/2018

O que propõe?

O projeto revisa o marco legal das Organizações Sociais (Lei 9.637/1998). O objetivo é atualizar normas de gestão e transparência, mas o texto atual é questionado por criar barreiras burocráticas que podem limitar a atuação dessas entidades.

Por que gera preocupação?

As Organizações Sociais Federais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) temem que as mudanças afetem a flexibilidade e a agilidade administrativa — pilares que permitem ao Brasil promover ações em áreas estratégicas para a soberania e o desenvolvimento nacionais.

Qual a posição das entidades?

As instituições defendem um aprimoramento da Lei que seja construído sob diálogo e evidências técnicas, preservando a autonomia de gestão e reconhecendo as especificidades de cada área de atuação (Saúde, Educação, Ciência e Cultura).

Sobre o ISD

O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Compartilhe esta notícia

Recomendados

Mais Notícias

Em Brasília, Diretor Geral do ISD defende protagonismo das Organizações Sociais Federais em debate sobre novo marco legal na Câmara dos Deputados

Uma mesa de reunião em audiência formal, com vários homens de terno sentados lado a lado atrás de um balcão de madeira. Eles usam ternos em tons de cinza ou azul, com gravatas, e estão em ambiente de aparência oficial. Alguns estão falando em microfones, outros parecem estar ouvindo ou anotando. Atrás deles há um grande painel de vídeo azul, dividido em quadrantes, exibindo em close o rosto de um dos homens enquanto fala ao microfone, repetido ou enquadrado de maneiras ligeiramente diferentes. A iluminação é clara e o clima é de sessão séria, como numa audiência pública ou reunião de comissão.

Assessoria de Comunicação
comunicacao@isd.org.br
(84) 99416-1880

Compartilhe esta notícia