Do estudo da memória à produção de tecnologias voltadas para a reabilitação, o cérebro é protagonista na atuação do Instituto Santos Dumont (ISD). Considerado o “centro de comando” dos seres humanos, o cérebro é lembrado especialmente em 22 de julho, data que reforça o compromisso global com o avanço das neurociências e da importância do apoio às iniciativas que buscam desvendar o órgão.
No ISD, pesquisas realizadas no Programa de Pós-Graduação em Neuroengenharia (PPGN) reúnem equipes interdisciplinares e multiprofissionais com diversos objetivos relacionados à investigação do funcionamento cerebral, seja na pesquisa básica ou aplicada.
A partir do desenvolvimento de tecnologias assistivas, da aplicação de interfaces cérebro-computador na reabilitação e da análise de aspectos como aprendizado e cognição utilizando modelos animais, o Instituto contribui para fortalecer, a nível nacional e internacional, a base e a aplicação de soluções para desafios globais. Estratégias que auxiliam na consolidação a ciência como motor de transformação e desenvolvimento humano.
Conheça algumas pesquisas realizadas no ISD que fortalecem o estudo do cérebro
Mesmo sem movimento voluntário, pessoas com lesão medular completa conseguem ativar e exercitar áreas cerebrais responsáveis pela caminhada. É o que aborda estudo que uniu robótica e neurofeedback, evidenciando a capacidade do cérebro de reorganizar seus ritmos motores ao ser devidamente estimulado. Os resultados reforçam o potencial da neuroplasticidade e abre portas para a exploração de tratamentos mais eficientes.
O artigo derivado da pesquisa é autorado por Ericka Serafini, Cristian Guerrero-Mendez, Douglas Dunga, Teodiano Bastos-Filho, Anibal Atencio, e os professores-pesquisadores do ISD, André de Azevedo Dantas, Caroline do Espírito Santo e Denis Delisle-Rodriguez (orientador do estudo). Publicado na IEEE Transactions on Human-Machine Systems, pode ser acessado em https://doi.org/10.1109/THMS.2025.3603548.
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Já na área da pesquisa básica, estudo publicado no periódico Aging & Disease investigou interações de componentes específicos do cérebro com o declínio cognitivo no Alzheimer. Pesquisadores analisaram aspectos como o acúmulo e localização de placas de proteína beta-amiloide e de células de defesa no cérebro, identificando interações com a progressão de sintomas da doença. Os resultados reforçam a compreensão sobre o envelhecimento cerebral e fortalecem perspectivas sobre futuros tratamentos.
Os autores da pesquisa, que pode ser acessada em https://doi.org/10.14336/ad.2025.0409, são Wellydo Escarião, Guilherme Silva, Hellen de Castro, Sayonara Silva, Nelyane Santana, Ramón Hypolito e Felipe Fiuza (orientador do estudo).
No campo de pesquisa da Interface cérebro-computador (ICC), pesquisadores investigaram os impactos da ICC associada a jogo sério na recuperação de aspectos cognitivos de pessoas com a condição da Covid longa.
Os resultados, apresentados no evento internacional IEEE International Conference on Human-Machine Systems (ICHMS), realizado em Singapura, apontam para melhora na atenção, memória de trabalho e funções executivas após treino cognitivo, reforçando a interface cérebro-computador e jogo sério como uma alternativas possíveis de reabilitação neurológica clínica.
Participam do estudo Samara Tenório, Jade Carvalho, Yuzen Hatano, Cristian Guerrero-Mendez, Mariane Lima de Souza, Tomohiko Igasaki, Teodiano Bastos-Filho, Tiago H. Falk e os professores pesquisadores do ISD, André Dantas e Denis Delisle Rodriguez (orientador do estudo).
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As investigações desenvolvidas no ISD também contemplam a pesquisa básica, desenvolvida principalmente nas bancadas do laboratório com o objetivo de consolidar bases científicas e responder a questionamentos relevantes acerca do funcionamento do ser humano.
Exemplo disso é o estudo do ISD, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), publicado em artigo no periódico eNeuro, que identificou como proteína Rac1, importante para a formação de sinapses, regula a fixação das memórias no cérebro.
Ao inibir temporariamente essa proteína em testes de laboratório com modelos animais, pesquisadores identificaram que memórias que duravam poucos dias passaram a ser mantidas por até 28 dias. A descoberta revela como o cérebro decide o que esquecer e abre caminhos para tratar condições como Alzheimer e estresse pós-traumático. Acesse os resultados em: https://doi.org/10.1523/ENEURO.0448-25.2026.
Sobre o ISD
O Instituto Santos Dumont (ISD) é uma Organização Social do Poder Executivo Federal, supervisionada pelo Ministério da Educação, com interveniência do Ministério do Esporte. Engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.



